AULAS DE AMY
O conteúdo dos
currículos escolares é esquizofrênico; não por acaso o índice de retenção é de
apenas 6,7%. "REZEI UM TERÇO para achar um meio para te levar para um
quarto." Essa frase, de para-choques de caminhão, demonstra como frações
matemáticas podem ser vistas por outro ângulo. O mesmo vale para o currículo
das escolas.
Desenhei um curso de forma que se pudesse entender como jogar fora o currículo que se usa hoje: o projeto "Aulas de Amy". A ideia é fazer alunos (digamos, do ensino médio) darem conta de todos os parâmetros curriculares de uma forma moderna.
O curso Amy duraria um bimestre e seria formado por 16 aulas. Para várias delas, seriam convidados, de fora da escola, mestres em algum ofício. Seja um músico, um cabeleireiro ou um médico.
A primeira aula seria como o "CSI" - o seriado da TV. Seria feito com os alunos um roteiro que mostrasse como se trata um cadáver antes da autópsia. Que cuidados precisam ser tomados no local, o que é rigor mortis e como se estima a hora da morte. O aluno aprenderia o que é o formol e por que a impressão digital é singular. Haveria muita química nesse módulo.
Aula dois: "No, No, No". Ouvindo "Rehab", todos batem palmas juntos até descobrirem o que é um compasso de 4/4 ou 12/8. Olham notas musicais e entendem por que nenhum músico é bom se não for matemático. Percebem que colcheias e semínimas são frações ideais. Investigam por que a música-padrão tem três minutos, como se calculam direitos autorais, a função do suborno na rádio e os efeitos da pirataria.
Fazem-se cálculos de quanto ganha um astro. Muita matemática, enfim.
Aula três: "Tóchico". Que componentes estão na cocaína, o que ocorre na ressaca, por que a maconha é proibida, como a cirrose altera o fígado, quanto ganha uma mula de drogas e se é vital corromper a polícia para conseguir distribuir drogas.
Um monte de biologia, um pouco de matemática, um quê de civismo.
Assim vai -acho que ficou evidente. Hoje, o conteúdo é esquizofrênico: de uma aula de história medieval passa-se a uma de trigonometria 2, seguida de uma sobre a tabela periódica e depois a divisão da ameba. E acha-se que alguém no mundo é capaz de juntar isso tudo.
Não é por acaso que o índice de retenção de conteúdo é de 6,7%, tornando o currículo que usamos uma das ferramentas mais burras da humanidade. A Amy, sozinha, ainda permite falar de penteados na história, entender por que certas religiões não aceitam a cremação ou se o blues é reino de músicos negros. Cabe rever as letras e cotejá-las com literatura de cordel, poesia concreta e hip-hop.
Não tem limites, enfim.
Deve haver um meio de mandarmos o currículo atual, do tempo do "nonno", para o cesto da história, para os quintos dos infernos!
Desenhei um curso de forma que se pudesse entender como jogar fora o currículo que se usa hoje: o projeto "Aulas de Amy". A ideia é fazer alunos (digamos, do ensino médio) darem conta de todos os parâmetros curriculares de uma forma moderna.
O curso Amy duraria um bimestre e seria formado por 16 aulas. Para várias delas, seriam convidados, de fora da escola, mestres em algum ofício. Seja um músico, um cabeleireiro ou um médico.
A primeira aula seria como o "CSI" - o seriado da TV. Seria feito com os alunos um roteiro que mostrasse como se trata um cadáver antes da autópsia. Que cuidados precisam ser tomados no local, o que é rigor mortis e como se estima a hora da morte. O aluno aprenderia o que é o formol e por que a impressão digital é singular. Haveria muita química nesse módulo.
Aula dois: "No, No, No". Ouvindo "Rehab", todos batem palmas juntos até descobrirem o que é um compasso de 4/4 ou 12/8. Olham notas musicais e entendem por que nenhum músico é bom se não for matemático. Percebem que colcheias e semínimas são frações ideais. Investigam por que a música-padrão tem três minutos, como se calculam direitos autorais, a função do suborno na rádio e os efeitos da pirataria.
Fazem-se cálculos de quanto ganha um astro. Muita matemática, enfim.
Aula três: "Tóchico". Que componentes estão na cocaína, o que ocorre na ressaca, por que a maconha é proibida, como a cirrose altera o fígado, quanto ganha uma mula de drogas e se é vital corromper a polícia para conseguir distribuir drogas.
Um monte de biologia, um pouco de matemática, um quê de civismo.
Assim vai -acho que ficou evidente. Hoje, o conteúdo é esquizofrênico: de uma aula de história medieval passa-se a uma de trigonometria 2, seguida de uma sobre a tabela periódica e depois a divisão da ameba. E acha-se que alguém no mundo é capaz de juntar isso tudo.
Não é por acaso que o índice de retenção de conteúdo é de 6,7%, tornando o currículo que usamos uma das ferramentas mais burras da humanidade. A Amy, sozinha, ainda permite falar de penteados na história, entender por que certas religiões não aceitam a cremação ou se o blues é reino de músicos negros. Cabe rever as letras e cotejá-las com literatura de cordel, poesia concreta e hip-hop.
Não tem limites, enfim.
Deve haver um meio de mandarmos o currículo atual, do tempo do "nonno", para o cesto da história, para os quintos dos infernos!
TEXTO PARA REFLEXÃO
E. E. FÁBIO JUNQUEIRA FRANCO
“Avançaremos
mais se aprendermos a equilibrar planejamento e criatividade,
organização e adaptação a cada situação, a aceitar os imprevistos, a gerenciar
o que podemos prever e a incorporar o novo, o inesperado. Planejamento aberto,
que prevê, que está pronto para mudanças, sugestões, adaptações” José Manuel Moran
Autoavaliação e reflexão na escola
O que o professor pensa sobre o
ensino determina o que o professor faz quando ensina.
- O que acredito que sei fazer bem como professor?
Cativar, organizar, motivar, promover eventos,
vender ideias, dominar a sala, relacionar com alunos, ouvir os alunos,
diversificar conteúdos, interagir, dinamizar, criar, mediar conflitos, inovar
(recursos tecnológicos), implementar, flexibilizar e mediar diferenças,
planejar, diferenciar metodologias e utilizar de estratégias,
interdisciplinaridade, conciliar, tolerar, explicar bem conteúdos, fazer
amizade, relevar, conhecer o outro, criar mecanismos para aprender,
sinceridade, comprometimento, responsabilidade, fortalecimento de identidade
cultural, (articular) boa expressão cultural, utilizar os recursos didáticos,
demonstrar habilidades e competências aos alunos, orientadora, argumentar,
envolver, instigar o aluno para a pesquisa, utilização e aproveitamento do
espaço físico, respeitar o próximo, preparar para a vida acadêmica e cotidiano,
manter a disciplina, contextualizar os conteúdos, instigar a curiosidade, visão
de mundo, valorização das experiências que eles trazem (bagagem).
- O que aprendi recentemente como professor?
Ser mais paciente com alunos, utilizar os recursos
tecnológicos, saber ouvir mais o aluno, respeitar o ritmo de aprendizado de
cada um, aprendeu a transferir os problemas e a criar laços de amizade, ser
tolerante e afetiva, enxergar o aluno com mais profundidade, visualizar as
deficiências e necessidades dos alunos, ser mais flexível, acreditar em
soluções imediatas, desacelerar, dar significado e sentido aos conteúdos
(contextualizar), impor e maleável com as diferenças, aprender a se colocar no
lugar dom outro, aprender a compreender de que tem limites e de que as pessoas
também têm limites, relevar as imposições, aprender a elaborar a rotina de
trabalho dos alunos, a planejar e replanejar, lhe dar melhor com as críticas,
dominar os ímpetos, aprendeu a utilizar de recursos por meio de desafios (EMAI,
olimpíadas, desafios), sala temática, desenvolver projetos, a propor desafios,
valorizar coisas simples, aproximação pessoal, adaptar os projetos de acordo
com a faixa etária, do jeito que está pior não pode ficar (não se desespere!),
a não ser cúmplice e a arrancar as máscaras, aprender a importância de ensinar
e aprender com os alunos (troca de saberes), necessidade de se fazer
diagnostico com os níveis de aprendizagem e dificuldades dos alunos.
- O que gostaria de aprender como professor?
Aprender a ler um texto por dia, a aceitar as
diferenças, exercitar a prática dos recursos tecnológicos, métodos de
alfabetização, intervenção gramatical contextualizada, filtrar os saberes
(metodologias, estratégias, métodos), necessidade de aprender as competências e
habilidades (elaboração de conteúdo e atividades/ verbos de ação, níveis de
aprendizagem), elaborar atividades e a tratar com alunos de habilidades
especiais.
- O que devo fazer para aprender isso?
Organizar grupos de estudo por área, trocar experiências,
receber e buscar orientações dos palestrantes da área, participar de
capacitações...
Referência:ALTHAUS, M. Gestão de aula universitária. Técnicas
de Ensino.
http://www.uepg.br/prograd/semanapedagogica/T%C3%A9cnicas%20Ensino%20Maiza%20M%20
Althaus.pdf








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