PROJETO COPA
Professor: João Paulo - Geografia
Salas: 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio

O principal objetivo da educação nas escolas deveria ser a
criação de homens e mulheres que sejam capazes de realizar coisas novas e não
simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram; homens e mulheres que
são criativos, inventivos e descobridores, que possam ser críticos e verificar,
e não aceitar, tudo que lhes é oferecido. (Jean Piaget, educador e cientista suíço).
Há consenso entre professores que o
ensino escolar deve desenvolver a capacidade crítica nos alunos. A nova A LDB
9394/96 estabelece que deva haver na educação média objetiva “...o
desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico...” (BRASIL.
MEC, 1999,p. 20).
A educação pode tanto ser
direcionada para a doutrinação como para a libertação. Só uma educação voltada
para a formação do pensamento crítico pode contribuir para a libertação e
autonomia do sujeito.
Sendo assim, ser crítico não significa “falar
mal” de tudo o que lhe é destacado para análise, mas ser crítico é saber fazer
uma análise do fato libertando-se de influências midiáticas ou de formadores de
opinião, buscando fundamentos, montando argumentos e baseando-se em fontes de
informação diversas.
A Copa do Mundo de 2014, a ser
realizada em nosso país, é o assunto principal nas rodas de amigos dos jovens,
grupo que incluí nossos alunos. Sendo assim, o projeto “Copa do Mundo” teve
como objetivo central levar à análise, ao debate, e a construção do pensamento
crítico sobre esse evento que divide opiniões na sociedade brasileira.
Perfazendo campos da Geografia Física
e Humana, os alunos puderam localizar as 12 cidades sedes do evento, além de
localizar os continentes e suas 32 nações representadas na Copa do Mundo.
Curiosidades também fizeram parte
desse projeto. Foram discutidas a formação dos grupos de seleções, a criação do
mascote oficial, a bola “Brazuca”, a taça da Copa do Mundo, sua música oficial,
além do projeto “Andar de novo” (Um exoesqueleto que permitirá a um paraplégico
dar o ponta pé inicial da abertura), e os 12 estádios de energia sustentáveis
que receberão os jogos.
Dados sobre os gastos dos órgãos
governamentais, estudos sobre a arrecadação fiscal e benefícios diretos e
indiretos da Copa do Mundo (como obras de infraestruturas, movimento monetário
com o turismo, criação de empregos etc.) fizeram parte desse projeto.
Os alunos tiveram contado com
estudos e dados de entidades como USP (Universidade de São Paulo), FGV
(Fundação Getúlio Vargas), FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e Ernst
& Young (uma das quatro maiores empresas de
serviços profissionais do mundo), avaliando o crescimento do PIB (Produto
Interno Bruto) no país impulsionado pela Copa do Mundo.
Em meio a uma “guerra” política que
o país vive, até mesmo por ser um ano de eleições, as redes sociais que os
alunos tanto acessam e se baseiam para formar suas opiniões divulgam muitas
notícias e dados falsos sobre o a Copa do Mundo, fazendo com que a população em
geral se confunda e não saiba avaliar se o evento será benéfico para o país.
Assim, ao final do projeto, os alunos conseguiram montar uma base de dados e
estudos suficientes para refletirem sobre o papel desse evento para o
desenvolvimento do Brasil e formarem seu pensamento crítico.